Assina uma coluna quinzenal na Rádio Renascença.
As presidenciais de 2026 irão constar na história política portuguesa como umas eleições especiais. Requereram duas voltas, como antes só acontecera em 1986; terão sido o último ato de um frenesim eleitoral que vem talvez desde 2019, seguramente desde 2022; e encetam, começando a definir, um tempo novo, que em São Bento conduzirá até 2029 - numa visão otimista - e em Belém até (pelo menos) 2031, no termo do (1.º) mandato para que António José Seguro foi eleito.
O antigo Secretário-Geral do Partido Socialista, defenestrado por António Costa e que os rumos da Geringonça pareciam ter empurrado para a obscuridade, foi sistematicamente subestimado por quase todos. Não tinha “requisitos mínimos” para candidato a presidente, disseram muitos socialistas; fora serventuário da “troika”, vociferou a extrema-esquerda; mesmo que desaparecido e discreto, não deixava de ser socialista, lembrava a direita. A apresentação da sua candidatura passou ao largo da “bolha”. Em sondagens iniciais, valia 6%. Nos debates foi cordato, mas morno; em campanha simpático, mas sem carisma. O PS lá se arrancou à inação para o apoiar; mas foi dele a vitória na 1.ª volta, com 31,1% dos votos.
Artigo completo disponível na Renascença.
José Miguel Sardica: "Uma eleição (a)normal"
Wednesday, February 18, 2026 - 15:45
Publication
Renascença
Categories: