O Instituto de Estudos Políticos (IEP) da Universidade Católica Portuguesa ganhou o Prémio FLAD Rui Machete, atribuído pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), naquela que é a sua primeira edição. “O júri reconhece o trabalho académico e institucional desenvolvido pelo IEP em prol das relações transatlânticas. Ao longo das últimas três décadas, o IEP desenvolveu um intenso programa de atividades que muito contribuiu para o fortalecimento das relações bilaterais entre Portugal e os Estdaos Unidos da América”, comentou Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e membro do júri que atribuiu este galardão.
Instituído por ocasião das comemorações dos 40 anos da FLAD, por iniciativa do seu então presidente — Nuno Morais Sarmento, falecido este ano —, o prémio será bianual e tem um valor pecuniário de 100 mil euros. Visa distinguir ou instituições que se destaquem pelo seu contributo para o desenvolvimento das relações transatlânticas e homenageia Rui Machete, que presidiu à FLAD entre 1988 e 2010 e teve papel determinante na consolidação da sua missão e na promoção da cooperação luso-americana. Machete foi também ministro em vários governos portugueses.
A decisão foi unânime, num júri chefiado pelo atual presidente da FLAD, o antigo primeiro-ministro José Manuel Durão Barroso, que não participou na nomeação nem na votação por a fundação ter relações com potenciais laureados. Integram-no Cristina Fonseca, Estela Barbot, José Arantes, José Maria Ivo, Luís Amado, Maria João Avillez, Mariana Van Zeller e Vítor Cruz.
“Desde a sua fundação, o IEP contribuiu para o reforço da cooperação entre os dois países, através do conhecimento, do estudo e divulgação das respetivas realidades, académica, científica, cultural e educativa”, acrescentou Amado, porta-voz do júri. Este “teve ainda em consideração o momento atual, de particular sensibilidade para o futuro da Aliança Atlântica e das relações entre os Estados Unidos e a Europa, valorizando o trabalho do IEP neste particular domínio”.
“Sentimos este prémio como uma enorme honra”, afirma ao Expresso a diretora do IEP, Mónica Dias. Vê na distinção “o reconhecimento de um trabalho de 30 anos, desde a fundação do IEP”.
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